30 de setembro de 2008

Reflexões ecléticas pra começar bem a primavera

(Luis Felipe Noe, Introdução à esperança, 1963)

Hoje é um dia de muitas notícias e pensamentos. Meu espírito se divide entre escrever sobre cinema brasileiro ou sobre a crise financeira mundial. Sei que a crise é grave, mas é que não tenho um centavo aplicado em bolsa - ao contrário, experimento até uma alegria mesquinha porque até pouco tempo sentia-me idiota por não ter, quando podia, comprado alguma ação da Petrobras e agora posso me achar esperto novamente. Comecemos pela economia. Falo de cinema lá no final.

Tenho a impressão que o momento agora é de comprar. Estamos na baixa, o capital estrangeiro fugiu para seus países de origem, assim como pessoas mimadas que gritam mamãe quando enfrentam qualquer problema mais grave. É hora do brasileiro aproveitar e comprar barato o que seguramente será valorizado no futuro.

Além do mais, o dinheiro não desaparece. Apenas muda de mãos. Se os especuladores estão perdendo dinheiro, isso é otimo para os trabalhadores. Talvez não no curto prazo, por causa da confusão causada à economia, mas no médio e longo prazo certamente as atividades econômicas não especulativas serão beneficiadas com o estouro da bolha artificial do mercado financeiro. Lembrem-se que a industrialização brasileira apenas acelerou-se a partir de 1929, após o crash da bolsa de Nova York. E os próprios EUA, depois da Grande Depressão, encontrou uma harmonia melhor entre Estado e capital, obtida com a eleição daquele que talvez tenha sido o melhor presidente norte-americano de todos os tempos, Roosevelt, eleito quatro vezes sucessivas(morreu no início do quarto mandato), que não só tirou a economia americana do buraco como consolidou a nação como grande super-potência global. Vencer Hitler, Mussolini e os nazistas japoneses é um detalhe nada desprezível.

Graças a Deus o Congresso americano não deu mais um cheque em branco ao Bush, desta vez no valor de US$ 700 bilhões. Que se danem os bancos, seguradoras, as bolsas! Que vão todos à falência. Sou a favor de um Estado forte e regulador, mas nunca de um Estado paternalista. E o que é pior: paternalista de banqueiros! Aí é demais. Hoje li os três: Globo, Estadão e Folha. No Estadão tem um artigo do Marco Macial lembrando, com orgulho, do Proer. Tolinho, esse Maciel. Eu estava atrás desses dados há tempos, e o próprio ex-vice-presidente de FHC os entrega de bandeja. Lembram-se do Proer? Alguns anos após o plano Real, implantado em 1994, o sistema financeiro nacional começou a entrar em colapso. Então, a equipe econômica neoliberal tucana resolveu ajudar os pobres banqueiros, e compraram papéis podres (o que significa que deram dinheiro, de graça, para os bancos em crise) no valor de R$ 20,4 bilhões (total gasto com o programa, que durou até meados de 1997), em valores da época, que correspondiam a 2,7% do PIB brasileiro. Em valores atualizados, considerando o PIB de 2007 de R$ 2,7 trilhões, o Proer custou ao bolso dos brasileiros a bagatela de R$ 69,66 bilhões. Lembrando: o Bolsa Familia, tão criticado nos primeiros anos do governo Lula pela oposição e maior parte dos colunistas, custou, em QUATRO ANOS, de 2003 a 2006, um total de R$ 24 bilhões, ou média de 0,45% do PIB. Ou seja, para a direita o Estado foi criado para salvar banqueiro de apuros, mas nunca para ajudar uma família pobre a se alimentar decentemente.

É a mesma coisa com esse pacote de Bush. Ele equivale a mais que o dobro do PIB da África, de toda a África. O dinheiro, se fosse usado para livrar a África da miséria, poderia transformar o grande continente negro num grande mercado consumidor de produtos americanos. Mas Bush prefere comprar papéis podres de bancos falidos e gastar dinheiro mandando mísseis de 3 milhões de dólares sobre cabanas de palha no Afeganistão.

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Editorial do jornal O Globo, há poucos dias, afirmou que o governo brasileiro errou ao não engolir a ALCA, a aliança comercial que os EUA queriam nos empurrar goela abaixo. Esses editorialistas do Globo são burros ou malucos. Não é a tôa que o Globo, uma das maiores empresas do país, tem dívida superior a US$ 1 bilhão e torce para o Serra ganhar para poder dar o cano no governo, principal credor. E tem a cara de pau de afirmar que o comércio exterior brasileiro não vai muito bem. A balança comercial brasileira tem batido recordes sucessivos nos últimos anos - e com a moeda valorizando, o que é ainda mais impressionante! Miriam Leitão, desde que o Real começou a ganhar impulso, roga praga contra as exportações - e quebra a cara toda vez que os números da Secretaria de Comércio Exterior são publicados. Recorde em cima de recorde. O superávit comercial hoje caiu não porque as exportações caíram, mas porque as importações cresceram muito. Isso é ótimo. Ficar contra a importação e torcer por superávits estratosféricos é outra mania de pobre, quer dizer, de rico burro com espírito (ele sim) terceiro-mundista. Um país em desenvolvimento tem que importar muito também. A gente também quer beber vinho italiano e uísque escocês. Mas o mais legal é que a maior parte das importações brasileiras não é composta de artigos de consumo, mas de máquinas, bens de capital e produtos de informática, que revelam o investimento de nossas indústrias na ampliação de suas instalações. A ignorância (ou má fé) do Globo chega ao cúmulo de acusar o governo de realizar uma política externa "ideológica", beneficiando o chamado "terceiro-mundo", em detrimento das economias tradicionais. É demais. Quem é terceiro-mundista e ideológico é a nossa imprensa. Os caras não se dão ao trabalho nem de pesquisar na internet. Pois bem, eu o fiz. Pesquisei e editei os dados fornecidos gratuitamente pela Secretaria de Comércio Exterior, através do Sistema Alice, a qualquer interessado. Aliás, às vítimas de complexo de vira-lata, que consideram tudo que fazemos inferior ao realizado no estrangeiro, afirmo que o nosso sistema estatístico on-line é o mais moderno do mundo. Como jornalista, acompanho os sistemas do mundo inteiro e não existe nada que se compare ao brasileiro.

A tabela que publico abaixo traz as exportações brasileiras para os principais grupos geopolíticos do mundo. Confiram: o principal grupo comprador de nossos produtos é o de "Países em desenvolvimento" e a América Latina e Caribe compram mais produtos brasileiros que os Estados Unidos e a União Européia. Mais que isso, América Latina e países em desenvolvimento pagam mais pelos produtos brasileiros, pois adquirem muitos artigos manufaturados, enquanto as nações ricas, que têm seus mercados fechados para produtos industrializados, importam preferencialmente matérias-primas de baixo valor agregado, como minério de ferro, café em grão verde e soja crua. Vamos aos números. Nos últimos 12 meses, setembro de 2007 a agosto de 2008, o Brasil exportou US$ 189,5 bilhões, o que representou um aumento de 174% sobre o valor exportado há seis anos, 2002/03, no mesmo período. O grupo composto por América Latina e Caribe importou US$ 48,64 bilhões, ou 25,7% do total das exportações brasileiras, e pagou uma média de US$ 1.165 a tonelada. Enquanto isso, a União Européia, integrada por 27 países, importou US$ 46,53 bilhões, ou 24,6% do total, e pagou US$ 342 por tonelada, com aumento de 165% do valor registrado há seis anos. Os EUA, por sua vez, importaram US$ 27,35 bilhões em 2007/08, aumento de 63% em seis anos, e pagaram US$ 908 por tonelada, em média.

Ou seja, não tem nada de ideológico! Os países "morenos" compram mais e pagam melhor! Que espécie de capitalismo é esse, defendido por nossa direita escalafobética, que não gosta de ganhar dinheiro! Que torce contra o crescimento econômico! Que combate programas de ajuda aos pobres e defendem grana grátis para banqueiros falidos! Clique na tabela para ampliar.






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Tenho um mapa-múndi colado na parede do corredor do meu apartamento. É um mapa antigo, da década de 70, do tempo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). De vez em quando, no caminho da cozinha para o quarto e vice-versa, ou enquanto tomo um café e como um sanduíche de mortadela, em pé, paro diante do mapa e observo os continentes, os oceanos, todo esse mundão desconhecido, enorme. Hoje fiquei olhando bem para os EUA e lembrei de uma observação que estou para fazer aqui no blog há tempos. Já ouvi e li pessoas se questionarem porque os EUA alcançaram um nível de desenvolvimento tão avançado e o Brasil ficou tão para trás. Em geral, os comentários em torno do tema são sempre em detrimento do colonizador português e da personalidade do brasileiro. Analisa-se, todavia, superficialmente, às vezes com evidente preconceito ou complexo de inferioridade. Claro que alguma parte da culpa cabe aos brasileiros, mas há fatores naturais e históricos que constituiram obstáculos medonhos à nossa evolução, e, comparativamente os Estados Unidos experimentaram facilidades que nunca tivemos por aqui. Por exemplo, nada mais equivocado que a declaração do escrivão Pero Vaz de Caminha, de que aqui em se plantando tudo dá. Hoje, tudo bem, com os fertilizantes e as novas técnicas, mas no início da colonização, o solo brasileiro era muito refratário à agricultura tradicional, em virtude da quantidade de pragas e doenças que as plantas estavam sujeitas. O solo brasileiro é extremamente pobre de nutrientes e a Mata Atlântica, que se estendia por todo o litoral, era um cipoal quase intransponível de árvores espinhentas, animais ferozes, insetos e índios agressivos. Enquanto isso, a paisagem natural norte-americana, na parte colonizada pela Inglaterra, apresentava condições ideais para o cultivo das mesmas variedades agrícolas existentes na Europa, proporcionando aos EUA, desde o início, a oportunidade de fornecer matérias-primas para o Velho e Rico Mundo.

Os EUA são inteiramente cortados por grandes rios, muitos deles navegáveis, e possuem acesso aos dois oceanos, Atlântico e Pacífico. A topografia norte-americana, onde predomina a planície suave, reforçou a facilidade para se criar um grande sistema nacional de transporte, com trens, navegação de cabotagem e acesso aos principais mercados internacionais, para Europa de um lado e Ásia de outro.

Por fim, o sistema de colonização nos EUA distinguiu-se diametralmente do ocorrido no Brasil. Para lá dirigiram-se, basicamente, colonos expulsos da Europa por falta de terras e opressão religiosa. As terras americanas nunca foram divididas em nababescas capitanias hereditárias doadas aos amigos do rei. A criação dos EUA realizou-se, desde os primórdios, através da ocupação soberana e livre do território nacional por colonos pobres e trabalhadores.

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Assisti o debate entre Obama e McCain, realizado na quinta-feira passada. Obama passou o sabão no velho, em todos os assuntos. A estratégia republicana assemelha-se muito à usada por conservadores brasileiros, de defender o Estado mínimo, redução de impostos e menos intervençaõ estatal. Até aí tudo bem, não fosse a colossal hipocrisia, já que os conservadores, assim que assumem o poder, fazem exatamente o contrário: tanto Bush como FHC aumentaram violentamente os impostos, ampliaram vergonhosamente a dívida pública (e portanto os gastos fiscais) e fizeram as intervenções mais pesadas na economia doméstica.

A rejeição do Congresso americano ao pacote proposto pelo governo Bush salvou o povo americano do maior estelionato financeiro de todos os tempos. Usar dinheiro do contribuinte, sobretudo das famílias de classe média americanas, para socializar o prejuízo de banqueiros e especuladores de bolsa é um acinte aos fundamentos econômicos da livre concorrência e um golpe ultrajante contra o que restava de justiça social nos EUA. Depois de destruir e empobrecer outros países, a direita plutocrata estadunidense encerra seus oito anos de gestão mordendo os bolsos e o futuro do cidadão de seu próprio país.

Fosse aprovado o plano de Bush, o próximo presidente norte-americano, quiçá Obama, experimentaria severas restrições financeiras. Mas a história tem suas leis, e os grandes movimentos históricos obedecem a uma justiça inexorável e fatal. A intervenção dos governos ocidentais nos mercados de capital, estatizando empresas falidas, comprando centenas de bilhões em papéis podres, representa, acima de tudo, uma desmoralização ideológica devastadora. Os republicanos perceberam isso, e não foi por outra razão que quase se recusaram a aceitar a proposta feita pelo presidente de seu próprio partido. Li notícias de que milhões de americanos estariam abarrotando as caixas de email e correio desses políticos protestando contra esse trilionário trem da alegria. Os jornais dizem que mais da metade dos americanos são contra a ajuda financeira; boa parte não sabe o que pensar e apenas uma minoria a aprova.

Essa crise finaceira desnuda a face mafiosa, cínica e hipócrita do neoliberalismo. Prometem reduzir impostos e os aumentam. Prometem Estado Mínimo, mas criam um monstro sem cabeça, endividado, ineficiente e corrompido. Aqui vivemos bem isso. Os jornais reclamam que o governo Lula contratou milhares de funcionários, mas não diz que o sistema de terceirização representa gastos similares ou superiores ao com funcionalismo contratado e concursado, com o agravante de dar milhões de reais em dinheiro público para donos de empresa e salários indignos para os trabalhadores que realizam sua tarefa em condições inseguras e precárias.

Imagine um hospital público. A ideologia neoliberal prevê a contratação de uma firma que forneça médicos e funcionários, ou seja a famosa terceirização. O gasto do governo é de R$ 100 milhões por mês, por exemplo. Esse dinheiro vai para a conta do dono da firma contratada, que paga sub-salários para empregados que, por sua vez, trabalham insatisfeitos e, portanto, apresentam rendimento inferior. Com o mesmo dinheiro, o governo pode contratar diretamente funcionários, pagando melhores salários e dando condições trabalhistas mais estáveis.

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Cinema, enfim! Assisti vários filmes nos últimos dias. A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele; a Erva do Rato, de Julio Bressane; o curta Trópico das Cabras, de Fernando Coimbra; e Juventude, de Domingos de Oliveira.

Vamos lá, aos poucos. A Festa da menina é exagerado e pomposo, mas ousado, perturbador e grave. Projeta os holofotes nacionais sobre as vísceras da civilização amazônica. A performance de Daniel Oliveira, no papel principal, o santinho, é simplesmente brilhante. O filme tem cenas bastante cansativas, todavia, e mostra aquele tesão irritante e mórbido em relação à pobreza rural, cuja tensão estética e suposta subversão política me parecem já um tanto esgostadas. Já tá virando uma atitude farisaica. É muito interessante filmar os pobres, a miséria, o Brasil profundo. Mas é preciso dar-lhes densidade existencial, como fazia Faulkner e Joseph Conrad, na literatura, e Visconti e Glauber, no cinema. Os personagens de Faulkner são analfabetos ou quase, trabalhando em minas, em fazendas, em prostíbulos, mas possuem profundidade metafísica e o que lhes falta em cultura, sobra-lhes em intuição e sentimento. A mesma coisa vale para os marujos grosseiros de Joseph Conrad, com sua lealdade, abnegação, coragem e um férreo e invencível instinto de sobrevivência, que lhes permite enfrentar furacões, fome, naufrágios e ataques piratas. Não vale filmar um bando de cafusos, mostrando-lhes, em close, a pele morena suada, os buraquinhos de espinha, os dentes estragados. Mostrar a sociedade brasileira como bando de tarados cachaceiros, como fez Matheus, na esteira da escola Claudio Assis, com seu Baixio das Bestas, não é revolucionário, apenas um demagogismo maneirista, um esteticismo histérico feito para agradar europeus - mas estes começam a perceber que seus complexos de culpa estão sendo explorados e já não reagem com tanto entusiasmo a esse desfile de miseráveis. Até porque, com seu PIB ultrapassando o PIB italiano, e encostando em França e Inglaterra, começa a ficar hipócrita o Brasil insistir nesse chororô de favelado.


A Erva do Rato, de Julio Bressane, é um curioso e estranho ensaio fotográfico. Walter Carvalho, diretor de fotografia, e seu filho Lula, câmera, realizaram uma parceria antológica nesse longa-metragem. É um filme experimental, criativo e bizarro, mas chato. Sou cinéfilo, sou um intelectual sem culpa de ser intelectual, gosto de filmes e livros cabeça, mas não gosto de filme ou livro chatos. Não precisa ser cheio de ação, tiros e rock and roll. Não é só isso. O filme de Bressane também é bobo. A parte do esqueleto é boba. Não importa se é baseada em conto de Machado de Assis. Na tela ficou bobo. Mas a fotografia é magnífica.

O filme de Domingos de Oliveira, o mais simples e despretensioso de todos os citados, é de longe o mais profundo, inteligente, belo e divertido. Inteiramente digital, com uma estrutura absolutamente simples, o filme realiza uma meditação ficcional sobre a velhice, mas com bom-humor e inteligência insuperáveis. Domingos de Oliveira, Paulo José e Aderbal Freire Filho, o elenco central, encontram-se na casa do rico Antônio (Paulo José) para lembrar dos velhos tempos. Domingos de Oliveira, em voz off, introduz as cenas iniciais e fala sobre seus sonhos de juventude. Como acreditou na arte, na ciência, no marxismo, na revolução, no amor, nos grandes ideiais. Como eles (tirando o amor), foram caindo, como os sonhos foram morrendo. Mas ele não se arrepende: "é preciso ter ideais", argumenta, "nem que seja para perdê-los". Aí lembrei dos versos de Wally Salomão, repetidos no documentário Pan-Cinema Permanente: "chega dessa história de que o sonho acabou / a vida é sonho / a vida é sonho / a vida é sonho / a vida é sonho". O poeta repete muitas vezes o verso: "a vida é sonho", e a repetição é como uma atitude que responde ao desencanto senil dos que anunciam o fim dos sonhos e das ideologias, que não entendem que a sua morte é sempre necessária para o nascimento de outros sonhos e outras ideologias, mais fortes e mais modernos. Como diziam os velhos anarquistas: "a única luta que se perde é a que se abandona!".

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O curta Trópico das Cabras é do caralho. Sem mais comentários.

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Permitam-me encerrar esse longo post convidando-os a assinar a minha revista Manuskripto, uma publicação impressa, mensal, enviada por correio para todo Brasil. A assinatura anual custa R$ 48 (R$ 4 por edição), incluindo a taxa de envio. Para assinar, confira aí na coluna da direita. Atualmente, estou vivendo dessas assinaturas, e de freelas. Nunca me senti tão livre e forte, mas preciso continuar vendendo essas assinaturas. A revista deve melhorar a cada edição e quem assinar também faz um investimento, porque tenho (ou quero ter) a presunção de que esse material, por ser raro, poderá ter alto valor no futuro, para colecionadores.

2 comentarios

Anônimo disse...

Você já viu um texto do Maurício Santoro, "Apocalipse 6" no site Todos os fogos o fogo (http://todososfogos.blogspot.com/)? Maravilha.

Anônimo disse...

Muito bem explicado.
Ainda vamos rir muiiiito !
Eu adoro rir...

Abraço

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