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2 de março de 2010

Altercom & Sindblog: conversando

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Foi criada a Altercom – Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação. Este blogueiro solidariza-se profundamente com a iniciativa, que julgo fundamental para o estabelecimento de um espírito mais democrático no universo da comunicação social brasileira. Meus resmungos sobre o assunto, num post lá trás, talvez dê margem à algum equívoco sobre isso. Eu seria um verdadeiro cabo anselmo da comunicação alternativa se fosse contra a criação da Altercom.

A sua existência será importante para retirar das outras entidades, dominadas pelas grandes empresas, o monopólio do debate político no setor privado.

Parabéns pela iniciativa!

Acho difícil, todavia, mesclar blogueiros com jornais, sites e revistas que possuem uma estrutura administrativa convencional, com funcionários, sede, etc. Claro, há dois ou três blogs grandes, mas esses são geridos por jornalistas oriundos da mídia tradicional, e alguns estão instalados em portais gigantes, que lhes pagam por isso.

Nada contra. Não sou nenhum trostkista raivoso querendo dividir forças. Digo somente que a classe de blogueiros, sobretudo os pequenos e independentes, deveria se reunir à parte, entre iguais. Por exemplo, um grupo de blogueiros reunido numa entidade qualquer poderia, aí sim, ter um espaço dentro da Altercom. Minha idéia de se criar um sindicato vai nesse sentido. Não pensei num sindicato isolado. Ao contrário, pensei num sindicato de blogueiros integrado a outras associações, a outros sindicatos (quiçá também de blogueiros, etc).

O grupo de discussão que criamos já tem quase 30 pessoas interessadas em participar de um sindicato de blogueiros independentes. Precisamos, naturalmente, de uma quantidade maior de participantes. Duzentos, quinhentos, dois mil. Se tivermos um sindicato com 2 mil blogueiros, aí sim começaremos a exercer uma influência real no cenário midiático e mesmo político. Mas tudo deve começar de baixo. E mesmo que formos apenas 30, já está muito bom.

A Altercom é uma iniciativa importante, mas segue um padrão convencional de associação. Eu pensei num perfil mais dinâmico, mais atuante, mais leve. É claro que ainda é tudo muito incipiente. Pode nem rolar. Pode ser mais uma dessas idéias loucas que vão e passam pela minha cabeça. Porque esse é o tipo de idéia que não depende de mim. É preciso vontade coletiva. Necessidade.

Há outras dificuldades. Eu afirmei que meu objetivo principal é lutar pela profissionalização do blogueiro. Peço que relevem essas manifestações iniciais, ainda verdes. Estamos na fase do "brain storm", das discussões libertárias, irresponsáveis, livres. A profissionalização do blogueiro talvez seja um objetivo secundário. Ou talvez seja um objetivo meu, só meu, que por razões existenciais me vejo mais encurralado por aqui, na blogosfera (e feliz com isso). Para um coletivo, todavia, o objetivo maior de um sindicato de blogueiros seja outro. Sejam outros. Acho que o principal é mesmo unir forças, criamos algo palpável que servisse para nos sentirmos menos isolados, menos dependentes de um paternalismo qualquer governamental. Vamos ficar esperando o quê? Que o Lula ou Dilma mande-nos uma mensagem de Feliz Natal? E aí ficaríamos todo derretidos por causa disso? Seria muito legal se, numa Conferência de Comunicação, os blogueiros participassem mais ativamente através de seus sindicatos.

E aí um dos objetivos pode ser justamente ajudar os blogueiros a fazer um trabalho melhor em seus espaços. Algumas pessoas pediram para participar do grupo de discussão porque desejam criar um blog, e acham que o sindicato pode ajudá-las também nisso. Ótimo. Esse pode ser uma outra razão de ser de um sindicato de blogueiros. Ajudar as pessoas a terem blogs melhores, mais bonitos, mais funcionais.

É claro que uma Altercom não daria conta disso. Não é o perfil dela. Eu pensei que um sindicato de blogueiros poderia ser membro da Altercom. Aí sim, um blogueiro poderia sentar-se ao lado de medalhões da comunicação alternativa, como os donos da Carta Maior, da Carta Capital, da Caros Amigos, com um pouco mais de altaneria e autoestima. Não sentir-se um barnabé no meio de celebridades. Estaria representando ali mil ou dois mil blogueiros. Entendem o que eu quero dizer?

O legal disso é o aspecto democrático. Todo mundo poderá ser este representante. Aliás, em manifestação anterior mencionei a dificuldade na eleição de um primeiro presidente, antes de estamos organizados, e me propus a sê-lo nos primeiros 30 dias. Besteira minha. Devemos exercer a democracia desde o princípio.

Com a internet é possível organizar-se com muita facilidade. Claro que reuniões virtuais, grupos de discussão pela web, nunca terão a mesma vitalidade de encontros ao vivo, mas teremos que nos acostumar a isso. Alguns colegas do grupo já estão propondo filiais estaduais do sindicato. Podemos até discutir algo assim, mas o sindicato é uma entidade virtual nacional. Podemos sim, eventualmente, marcar alguns encontros regionais para que os membros possam trocar idéias pessoalmente. Isso também seria legal. Seria humano.

O mais importante, porém, num primeiro momento, é montar a entidade nacional. Não dá para se pensar em subdividir um negócio já ultra-pequeno e que ainda nem existe.

Outra dificuldade de se levar adiante um projeto assim é a própria quantidade monstruosa de blogueiros e o próprio conceito do que seja um blogueiro e do que seja um blog. Tem criança de oito anos que já possui blog. Daqui a pouco todo mundo vai ter um blog, e as páginas de relacionamento pessoal parecem estar caminhando para se tornarem algo parecidas com blogs.

Então, é preciso estabelecer alguns conceitos básicos sobre o que nós entendemos sobre o que é ser blogueiro. Estaríamos na verdade articulando um sindicato de blogueiros políticos? Inicialmente não pensei nisso. Alguns blogueiros não políticos já pediram para fazer parte do sindicato. Não acho saudável fazer essa distinção. Até porque um blogueiro tem liberdade de, dando-lhe na telha, esquecer a política e passar a escrever somente sobre música, ou literatura, ou cinema, ou esportes

O que entra aqui então é o conceito da vontade. O blogueiro que deseja fazer parte de um sindicato, de uma comunidade, este é um membro em potencial. É deste blogueiro que precisamos. Alguém disposto a participar de um coletivo sindical de blogueiros.

Lembrei também dos sindicatos de escritores, um tipo de associação que nunca vingou muito. Tudo bem, mas há razões históricas e políticas para isso. Entre elas, a ditadura. Os sindicatos de autores nos Estados Unidos são fortíssimos. Seja como for, um blogueiro tem um perfil político bastante diferente do escritor convencional. É tradicionalmente muito mais engajado, até porque o seu espaço de criação é o público, no presente, no calor dos momentos.

A gente está juntando os interessados em debater o Sindicato dos Blogueiros neste grupo de discussão aqui. É só entrar e pedir para participar. Vamos conversando.

27 de fevereiro de 2010

Organizar a blogosfera? (Brain Storm 1)

17 comentarios

Tem uma pilha de assuntos aqui do meu lado, gritando para serem transpostos logo para a rede. É um berreiro danado, todos querendo passar à frente uns dos outros. Eu digo a eles: calma! Eles continuam gritando. Como castigo, deixo-os todos esperando e passo para um outro tema, que nem estava na pilha. Para irritá-los ainda mais, escreverei calmamente, sem pressa, porque se trata de um tópico deveras importante.

Trata-se de um post do Eduardo Guimarães, intitulado Seminário da mídia alternativa, onde o blogueiro reproduz uma carta recebida do proprietário do site Carta Maior, Joaquim Ernesto Palhares. Guimarães já havia escrito, em várias ocasiões, sobre reuniões entre representantes da imprensa "alternativa", visando criar uma entidade de classe que represente o setor, e sirva de suporte político nas disputas ideológicas contra a imprensa hegemônica, que por sua vez conta com poderosas organizações políticas próprias.

Cito um trecho da mensagem de Palhares, que, segundo ele, dirige-se a todos os interessados.

Agora é hora de buscar a articulação necessária para também podermos fazer o enfrentamento político que o momento exige. Queremos que essa entidade possa cumprir um papel fundamental, porque fará a disputa ideológica com ABERT, ABRAS, ANJ, TELEBRASIL, etc., todas elas representantes da grande imprensa hegemônica.

A carta de Palhares, porém, não me empolgou. A reunião, que se realiza hoje no Hotel Maksoud Plaza, das 8 às 18 horas, terá os seguintes participantes:

Coordenador: Flavio Aguiar – USP
Facilitadora: Angela Serino - Socióloga/USP
Debatedores: Bernardo Kucinski - ECA/USP
Venicio Lima – UNB
Denis Oliveira/ECA/USP
Laurindo Leal Filho - ECA/USP

Não foi a lista dos participantes que me desanimou. São nomes ilustres da comunicação social no país e muito me honraria participar de um debate com eles. O que me desanimou foi esse trecho da carta:

A organização do evento convidará para o Seminário representantes de entidades como a CUT, o MST e o INTERVOZES, além de outros da sociedade civil organizada.

Agora tenho que explicar, né? E aí está a razão pela qual não me entusiasmei pela reunião. Em vez de falar sobre a associação, tenho que explicar minha opinião sobre o MST... Entendo a importância histórica do movimento dos sem terra, mas não consigo entender o que ele tem a ver com uma reunião para discutir a formação de uma nova entidade de comunicação social no Brasil. Quer dizer, entendo sim. Mas não concordo. Se chamar o MST, e a CUT, então que se chame a UNE, o sindicato dos catadores de lixo, os sem teto. Todo mundo tem a ver com social, todo mundo precisa de comunicação. Não se esqueçam das torcidas organizadas de futebol. Mas aí não teremos mais um encontro focado na criação de uma entidade de comunicação "alternativa", e sim um pagode esquerdista mal ajambrado!

O MST tem dinheiro. Mas é dinheiro para atender as suas demandas, que são muitas. E o dinheiro do MST é para fazer uma imprensa do jeito que o MST quer; e, com perdão da palavra, a entidade não entende patavinas de imprensa. Lembro das "reuniões" para criar o Brasil de Fato. Centenas de reuniões... Participei de uma, em Niterói. Queriam reinventar a roda. Uma imprensa com milhares de voluntários espalhados pelo Brasil... Queriam escravos trabalhando, isso sim.

Claro que não deu certo. Acabou que contrataram uma equipe profissional e só aí o negócio andou.

E a escolha do nome do jornal? Outra novela. Milhares de votações. Acabou que escolheram o nome mais horrível da história da imprensa brasileira: Brasil de Fato. O mais óbvio, mais insosso, mais arrogante, mais conservador. Brasil de Fato? Ora, só Brasil? E a América Latina? E o mundo? De fato? E a fantasia? E a arte?

Logo nas primeiras edições, que eram bancadas com verba do MST (e acho que da CUT também), o jornal inicia uma campanha de boicote aos produtos americanos. Maravilha. Estratégia genial de publicidade! Isso é que é buscar a sustentabilidade! O fato de noventa por cento das agências de publicidade mais atuantes no Brasil terem capital norte-americano era só um detalhe, não? Tudo bem, havia a guerra no Iraque. Mas por acaso os EUA bombardeavam o oriente médio com bombas de coca-cola e mísseis de Big Mac?

Aí novamente eu vejo que as discussões em torno da criação de organizações de comunicação independentes continuam amarradas aos mesmos conceitos politicamente ineptos, ao mesmo esquerdismo infantil, esquerdismo - com todo respeito - de professor universitário... Com o salário garantido, é fácil...

Eu observo, sobretudo, uma arrogância desmesurada no ar. Uma atmosfera ideológica ridiculamente competitiva. Todo mundo querendo ser mais esquerda do que o outro. Todo mundo se olhando de soslaio, desconfiados, com aquele eterno ar blasé.

Desculpem se pinto uma imagem caricata. Afinal, o que você quer, sr.Óleo do Diabo?

Não sei, admito. Não sou sério o suficiente para frequentar essas reuniões. Eu sou apenas um blogueiro obsessivo e irreverente (ou que tenta ser), como quase todos os blogueiros. Não tenho tempo nem dinheiro para frequentar seminários Brasil a fora, discutindo interminavelmente o futuro da blogosfera ou da imprensa "contra-hegemônica".

Sou novo, 34 anos, mas já experiente o bastante para desenvolver um ceticismo salutar em relação a essas reuniões...

Eles ainda estão discutindo o nome da entidade a ser criada. Outro trecho da carta do Palhares:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS E EMPREENDEDORES DE COMUNICAÇÃO.

Ou o nome deve, desde logo, anunciar quais os princípios da entidade que estarão dispostos na Carta de Princípios e no Estatuto?

Um outro grupo defende uma entidade que, desde o nome, deixe claro seus objetivos políticos e econômicos, nesta ordem.

Por exemplo:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA.


Ótimo. Eu, particularmente, gostei do termo "Empreendedores individuais da comunicação alternativa". É lindo isso. Dá vontade de chorar. Claro, talvez fosse mais sucinto dizer: blogueiros, mas Empreendores individuais da comunicação alternativa é muito mais... nobre. Não é?

Então, fala logo, Sr.Óleo, o que você propõe?

Na verdade, eu tenho milhares de idéias, há tempos. Eu sempre tive medo, porém, de que elas sejam como as cigarras: vivem muito tempo embaixo da terra; quando ganham asas, contudo, e podem cantar ao ar livre, não duram mais que alguns dias. Tenho medo porque sei que é assim. As idéias sempre duram mais enquanto permanecem enterradas no subsolo das utopias. Quando a coisa começa a acontecer, surgem os vícios, as disputas, as invejas.

Os barões da mídia conseguem se organizar porque são poucos e são ricos. É sempre mais fácil nessas condições.

Por outro lado, há um fator econômico fundamental aqui, e creio que é atrás dele que todos estão atrás: a publicidade estatal. Até hoje, os velhos grupos midiáticos abocanham a maior parte dela.

É legal isso. Mas suspeito que, assim que essa verba aparecer, surgirão trinta milhões de blogueiros no Brasil. Haverá gente que escreverá até duzentos posts por dia para provar que é um blogueiro no mínimo esforçado e que, portanto, merece tanto como qualquer outro receber a verba.

Tornei-me cético, portanto, em relação a muitas coisas.

Em relação ao Estado, que não creio capaz de julgar o mérito de blogs.

Em relação à publicidade das empresas, dominada por quase insuperáveis preconceitos ideológicos.

Para que anunciar em blogs?

Não há razão. A visibilidade é pouca, e blogueiros são imprevisíveis. Se der na telha, eu tasco a falar palavrão no meu sítio, e aí, o que será do anúncio da Pousada das Famílias que eu vinha publicando na coluna da direita?

Vai pro espaço. E eu arrisco a ganhar um processo judicial.

O pior, todavia, não é nada disso.

O pior é a liberdade, essa menina travessa e arredia e, sejamos francos, imoral. A liberdade é imoral. Indecente mesmo. Não convive bem com o mundo dos negócios e da alta política.

Há outro problema, ainda mais grave: as ideologias. Ah, meu Deus, aí estamos perdidos. As entidades terão uma linha ideológica? Tem que ser de esquerda, certo? Tem de ser? Mas quem definirá o que é esquerdismo? Para a turma do PSOL, o PT é direita. Para o PSTU, o Lula é o mais direitão dos presidentes da história do Brasil.

Na verdade, a turma que vem se organizando para montar essas entidades de "comunicação alternativa" só consegue se unir ideologicamente em função do surgimento de grande inimigo em comum: a "mídia golpista". Parece que estou sendo sarcástico, mas falo sério. Não fosse esse adversário, estariam todos se engalfinhando na luta pelo cálice socialista sagrado... Um cálice de cristal austríaco, provavelmente, onde podemos beber, no singelo Hotel Maksud, uma cerveja de vinte reais a garrafa. E o pior nem é isso. O pior é nem beber nada, nem água, com medo do olhar acusativo do representante do MST sentado atrás.

*

De vez em quando alguém vem falar comigo sobre a necessidade de juntar as forças da blogosfera. Montar um site, um portal, que centralize os blogs.

Isso já foi feito. Mas perdeu a graça. Os leitores preferem entrar num blog específico, do qual eles gostam, e não num site caótico, babilônico, com neguinho atirando para todo lado.

Pensando nisso, nunca achei uma boa idéia esse tipo de iniciativa.

A saída, então, é deixar rolar? Laissez faire?

Muito bem, então façamos isso. Sejamos um bando de blogueiros miseráveis, inseguros, utópicos. Alguns de nós se cruzarão durante as Conferências de Comunicação organizadas bianualmente pelo governo, ou em manifestações de rua lideradas pelo blog Cidadania.

Não. A organização é sempre útil. O coletivo, quando chega na hora certa, fortalece o indivíduo.

Pensando nisso, eu tive uma idéia. É uma idéia bem antiga, mas que agora, eu, devido às circunstâncias, acho que está madura.

Minha idéia é criar o Sindicato dos Blogueiros Independentes, o SindBlog. Inclusive já até pensei em alguns tópicos para o Estatuto:

1) A entidade será apartidária e aceitará de bom grado membros de todos os espectros ideológicos. Com exceção, é claro, de nazistas declarados, participantes de seitas satânicas, fanáticos religiosos, etc. (É melhor assim do que enfrentar dores de cabeça mais tarde. Pessoas que tem afinidade politica ou ideológica hoje, podem não ter amanhã. De qualquer forma, embates políticos sempre haverão. É inevitável. Por isso mesmo é preciso criar uma atmosfera de tolerância e respeito quanto às escolhas partidárias e ideológicas de cada um).

2) A inscrição será gratuita e a entidade não movimentará recursos financeiros próprios. Pelo menos não num primeiro momento, para evitar desconfianças & problemas & cobiça.

3) O capital da entidade será puramente político. Os membros incluirão em seus respectivos blogs, o logo do sindicato, e reservarão um espaço para publicação do RSS do blog do sindicato. Essas serão as únicas condições obrigatórias.

4) A partir daí, as adesões às políticas serão voluntárias. Por exemplo, o sindicato sugere a publicação de tais ou quais matérias, e os membros decidem, cada um, se seguem as orientações.

5) A presidência do Sindicato será rotativa, de uma semana por exemplo. Para publicar alguma orientação no blog da entidade, todavia, deverá apresentar o apoio de ao menos 1/4 dos membros.

6) As reuniões serão sempre feitas via emails de grupo. É o modo mais fácil, mais confortável e mais barato.

7) Os objetivos do sindicato são:

  • Oficializar a profissão de blogueiro junto ao Ministério do Trabalho.
  • Ajudar cada blogueiro a encontrar a sua sustentabilidade própria.
  • Criar uma rede de proteção jurídica para os membros.
  • Criar um fórum de discussão dos problemas próprios à blogosfera.
  • Ser uma ferramenta de diálogo dos blogueiros entre si e dos blogueiros com outros setores da sociedade.

8) Por não possuir capital, o sindicato será, de inicio, informal, baseado apenas na boa-fé dos participantes. Num futuro momento, estudar-se-á a viabilidade de se formalizar a criação de uma figura jurídica do sindicato. Quem sabe, aí sim, não podemos receber apoio de alguma central sindical. Aí sim a CUT ou outra central pode entrar para nos ajudar a existir formalmente. Não vejo sentido em  envolver a CUT antes de nós mesmos nos organizarmos.

*

Os outros temas, que berravam ao lado, perderam a voz, exaustos, e agora dormem. Eu também vou dormir. Pensem com carinho na minha idéia. Lembrem-se que o partido comunista do Brasil foi fundado com apenas 22 pessoas. Nem precisamos de tantos. O importante é criarmos uma entidade sem necessidade de centenas de reuniões em diferentes cidades do Brasil, onde somente participam pessoas que ganham passagens e ajuda de custo dos organizadores do evento, ou das universidades onde trabalham, ou do governo, ou de empresas.

Quem quiser discutir o assunto, pode comentar aí abaixo, ou mandar um email para: migueldorosario@gmail.com.