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13 de março de 2011
Outro vídeo da tsunami no Japão
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Miguel do Rosário
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domingo, março 13, 2011
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11 de março de 2011
Tsunami no Japão
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Miguel do Rosário
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sexta-feira, março 11, 2011
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27 de janeiro de 2011
Crônica da tragédia na serra
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Reproduzo abaixo uma carta que recebi através da amiga Diana Iliescu.
De um lado, o pesadelo.
Por Márcio Madeira
Uma madrugada sem dormir, a falta de luz, o alto barulho da chuva vencendo um silêncio de tensão compartilhada. Ta chovendo demais, ta chovendo demais. Pela janela a luz de relâmpagos revela a rua alagada, enquanto o estrondo e o chacoalhar de um carro que tentava escapar revelam o enorme buraco escondido pela água escura. O dia amanhece, os olhos ainda exploram os estragos visíveis, quando o som indescritível de uma avalanche anuncia algo de grandioso acontecendo. O coração dispara, o olhar se volta para a esquerda, e a consciência duvida do que os olhos estão vendo. Todo o morro esta descendo. É muita, muita terra. O entulho some da vista, escondido pelos prédios. Um forte estrondo é ouvido, surge uma gigantesca nuvem de poeira. Não era encosta, não havia falhas na topografia nem tampouco casas em local de risco. É mata nativa, reserva natural. Se ali está desabando, então todo o resto já terá caído.
O pensamento se volta para os amigos que ali residem. Nomes, rostos. Corremos para o telefone. Mudo. Ainda chove forte, mas é preciso ir lá ver. Há lama e destruição por todos os lados, pessoas choram e correm. Na rua anterior um verdadeiro rio impede a passagem, permitindo apenas ver um caminhão dos bombeiros esmagado por entulhos. “Seis bombeiros morreram” – alguém diz, aos prantos. Não era boato. Mais alguns minutos e a chuva para. Podemos chegar mais perto. Corpos passam em macas o tempo todo, bombeiros perguntam se alguém tem experiência em primeiros socorros ou reanimação. É difícil saber qual a melhor forma de ajudar. Amigos de infância estão debaixo de uma montanha de lama e escombros, onde antes havia belas casas tradicionais. Uma grávida é resgatada enquanto dá à luz um filho morto. Do outro lado da praça, a água cobre carros e pontes, invade o shopping. Pessoas buscam lugares elevados, cachorros nadam a seus lados. Há pânico e informações desencontradas por todos os cantos. “A igreja de Santo Antônio está destruída”, “o teleférico acabou”, “edifício tal está para cair”, “fulano de tal morreu”, “estrada tal está interditada”, “tal bairro não existe mais”.
Uma volta pela cidade começa a dar a dimensão da tragédia, enquanto a luz não volta e não é possível ver os jornais. A coisa foi grande, foi muito grande. Devem estar tentando falar com a gente, querendo notícias. O drama extrapola os limites da zona atingida. Não há como tranqüilizar amigos ou parentes. Voltamos para casa. A comida na geladeira ameaça estragar. É preciso fechar o registro de água, para que a lama e o esgoto não contaminem o que resta na cisterna. É preciso economizar. Há pessoas presas em elevadores, e a luz não voltará em menos de dois dias. A subestação foi afetada, postes caíram, e há fios de alta tensão entre os escombros, onde também há vazamento de gás. O comércio está fechado, hospitais estão isolados e/ou destruídos, não há gasolina. Amigos se reencontram e cumprimentam em silêncio. Não cabe perguntar se está tudo bem, é preciso buscar novas formas de saudação.
O sol se põe, é preciso tentar dormir. Mas como? Bateria do celular começa a acabar, na eterna busca por sinal. Lanternas e velas se esgotam apesar do racionamento. O mundo fica cada vez mais escuro, somos todos cegos. A noite se arrasta no medo de que volte a chover. Um banho rápido e gelado no escuro talvez ajude a passar o tempo e a diminuir um pouco a sensação de angústia e tensão.
O sol torna a nascer. Parentes de vítimas não se afastam dos montes de escombros. Passaram a noite por lá. Não existem ônibus circulando, pessoas caminham dias inteiros. O dinheiro é curto, bancos e caixas eletrônicos não funcionam. Filas se formam nos poucos estabelecimentos que se atrevem a funcionar. A entrada de pessoas é controlada, pois há medo de saques. Os preços se multiplicam, uma única vela pode custar até dez reais. Revolta e tristeza invadem a alma: “há necessidade disso? Já não sofremos o bastante?”.
A presidente está na nossa rua, os helicópteros não param. “A coisa deve ter sido ainda maior do que parece” – pensamos. Ainda sem luz, não temos tanta noção. A cidade se enche de bombeiros, policiais, homens do BOPE, da Guarda Nacional. O Exército também está aqui, é muita gente trabalhando. Na praça ergue-se um hospital de campanha; no Instituto de Educação um IML é improvisado. Um médico pede um pouco de pomada descongestionante, pois o cheiro dos corpos já em decomposição começa a se tornar insuportável, e se espalha por toda a cidade.
Uma grande caixa d’água se rompe num bairro afastado. A notícia ganha proporções catastróficas no boca-a-boca de uma população apavorada. Interfone e telefone tocam ao mesmo tempo. “Corre que a represa rompeu, vai inundar a cidade inteira, a água vai chegar até o segundo andar”. Bombeiros apavorados sobem em caminhões, doentes são transportados para os andares superiores de hospitais improvisados, pessoas são pisoteadas e atropeladas, ou brigam ferozmente por uma vaga nos caminhões que abandonam o centro à toda velocidade.
Não haveria volume d’água na maior represa da cidade que fosse suficiente para causar nem um milésimo do que era alertado, mas pouca gente consegue pensar calmamente quando até mesmo os militares estão em pânico. Alarme falso, terror real.
De outro lado, a esperança.
Caminhões com donativos começam a chegar um após o outro, enquanto pessoas surgem de todas as cidades dispostas a ajudar. Os telefones começam a tocar timidamente, ainda é difícil conseguir contato. Do outro lado da linha vozes amigas choram de alívio a cada alô.
Boas notícias surgem, de vez em quando. Existem sobreviventes, algumas pessoas são resgatadas com vida. Em Friburgo, no bairro de Duas Pedras, o morador da casa mais alta, próxima à Fundação Getúlio Vargas, sente a estrutura de sua casa balançar e sai de imediato. Desce a rua no escuro e debaixo de chuva dando o alarme do desabamento iminente aos seus vizinhos. O morro desaba, mas nenhuma vida se perde ali. Herói da vida real, prefere o anonimato.
O trabalho no voluntariado consola e renova. A sensação inigualável de servir e ser útil, a admiração por ver pessoas de fora trabalhando tanto ou mais que nós, os interessados. Descarregar um caminhão dá muito mais trabalho do que parece, descobrimos isso rapidamente. E imaginar que, em algum lugar do Brasil, este mesmo trabalho estafante foi feito com alegria por pessoas que nem sequer nos conhecem…
A ajuda material é, a um só tempo, útil e simbólica, pois carrega em si uma mensagem invisível. Sacia as necessidades do corpo, cura as doenças da alma. Uma garrafa d’água não é só uma garrafa d’água. É uma declaração de amor e de apoio, de alguém que saiu de casa e foi comprar, levou para o posto de coleta, onde pessoas com amor carregaram o caminhão. É, portanto, material sagrado. É sacrifício do povo, é atitude, é gente comendo menos para que outros possam comer alguma coisa. É carinho materializado.
Nos hemocentros, filas se formam com doadores. Doadores de sangue, doadores de vida. Gente que literalmente deseja dar parte de si mesmo ao próximo. Impossível se manter o mesmo diante de tantas forças, sejam elas tristes ou bonitas. De certo modo, é justo dizer que todos nós morremos debaixo do lamaçal. Não somos mais os mesmos, nem temos o direito de ser.
A consciência sobre as bênçãos e responsabilidades de simplesmente estar vivo se amplia indefinidamente. Continuamos aqui, por algum motivo. Estamos sendo abraçados, protegidos. É preciso justificar isso, é preciso trabalhar, honrar os que se foram, e os que estão ajudando. A vida nos deu uma página em branco. É preciso reconstruir, e fazer uma cidade melhor e mais segura do que antes. É preciso renascer, tornar-se uma pessoa melhor e menos alienada, abandonar o superficial e voltar os olhos ao essencial. É preciso ajudar a quem precisa, dividir o que se tem. Há que brotar vida verdadeira desta mesma lama, adubada por tantos amigos inesquecíveis que por lá pereceram.
A luz voltou, e os jornais falam em tragédia anunciada. Meia verdade. Em Petrópolis e Teresópolis choveram 130 mm. Em Friburgo foram 182. Em algumas cidades a tragédia de fato se concentrou em bairros periféricos e casas em locais de maior risco. Em Friburgo, reservas naturais e mansões desabaram da mesma forma. Casas de classe média alta, a 200 metros de encostas, foram soterradas. Não houve distinção. Falar em drenagem ou muros de contenção diante de tamanha potência é fazer piada de mau gosto. Útil, sim, seria um plano diretor livre de demagogias, e um sistema de alarme eficiente, como o herói anônimo de Duas Pedras.
Chega o domingo, e com ele os primeiros raios de sol. Faz um dia bonito, apesar da poeira, e quando começa a anoitecer o céu assume uma coloração azul deslumbrante. Uma leve brisa sopra pelas ruas desertas, e, por um instante, as sirenes dão uma trégua. Fecho os olhos por alguns segundos torno a abri-los. Perco o olhar nas estrelas e me deixo levar. Em minha cabeça ouço nitidamente a voz vigorosa de Renato Russo cantando.
“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã…”
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Miguel do Rosário
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quinta-feira, janeiro 27, 2011
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16 de janeiro de 2011
Como ajudar a população do Rio
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do jornal Extra, via Conceição Oliveira e Viomundo.
RIO – Vários orgãos dos governos e batalhões de polícia estão recolhendo doações para ajudar as vítimas das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro. A população das três cidades mais atingidas – Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis – estão precisando de alimentos, colchões e de sangue. Veja abaixo onde você pode doar.
Hemorio – O órgão da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil fez um apelo para que a população doe sangue. O hemocentro precisa enviar 300 bolsas de sangue para a região serrana. O Hemorio fica na Rua Frei Caneca, nº 8, no Centro do Rio. O órgão funciona diariamente das 7h às 18h, inclusive em sábados, domingos e feriados. Para ser um candidato à doação, o voluntário deve ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e levar um documento oficial de identidade com foto. Mais informações podem ser obtidas através do Disque-Sangue (0800-282 0708), que esclarece dúvidas e agenda o horário de doação no Hemorio com hora marcada.
Polícia Militar – Todos os batalhões de Polícia Militar do Rio também estão funcionando com centros de doações de sangue para as vítimas. Os comandantes dos batalhões também recomendam que sejam doados água minerla e alimentos não perecíveis, além de material de higiene pessoal. O material arrecadado será encaminhado ao 12º BPM (Niterói), de onde será enviado para as áreas afetadas.
Cruz Vermelha – Deixou o Departamento de socorros e Desastres em um plantão na sede, localizada na Praça Cruz Vermelha 10, no Centro, para receber água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), leite em pó, colchões, roupa de cama e de banho e cobertores. É possível fazer toados em vários estados. A entidade abriu uma conta para receber doações em dinheiro (Banco Real Ag. 0201 c/c 1793928-5).
Caixa Econômica Federal – O banco abriu uma conta corrente para ajudar as vítimas das chuvas no estado do Rio de Janeiro. As doações aos moradores das regiões em estado de emergência podem ser feitas na conta da Defesa Civil do Rio de Janeiro, número 2011-0, agência 0199, operação 006.
Bradesco – O banco abriu uma conta para receber doações para vítimas das enchentes na Região Serrana do Rio. O próprio Bradesco fará o primeiro depósito. O beneficiário da conta é o Fundo Estadual da Assistência Social, agência 6570-6, conta corrente 2011-7.
Itaú Unibanco – Aceita doações em favor de Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro: Itaú (341), Agência 5673, Conta 00594-7, CNPJ: 02932524/0001-46. Podem ser feitas pela internet, rede de agências e nos caixas eletrônicos Itaú. As agências também estão funcionando como postos de coleta de roupas, cobertores, agasalhos, calçados, materiais de limpeza e higiene, água e alimentos não perecíveis.
Doações na Rodoviária – Na Rodoviária Novo Rio, as doações para a Cruz Vermelha estão sendo recebidos no piso de embarque inferior, das 9h às 17h.
Pão de Açúcar – O grupo montou postos de coleta em todas as 100 lojas das redes Pão de Açúcar, ABC CompreBem, Sendas, Extra Supermercado e Hipermercados e Assaí em todo o estado para que os clientes possam cooperar com doações de alimentos não perecíveis, roupas e cobertores. A ação acontece até o dia 26 de janeiro. Todo material arrecadado será levado às regiões afetadas por meio do sistema logístico do Grupo.
Universidade – A Unisuam está arrecadando produtos de higiene pessoal (escova de dente, pasta de dente, toalha, sabonete, álcool em gel) e limpeza (detergente, desinfetante, esponja, pano de chão), além de fósforo e vela. Os postos funcionam das 8h às 21h, em Bonsucesso (Av. Paris, 72) e Campo Grande (Rua Campo Grande, 1.508); e das 15h às 21h, nas Unidades Bangu (Rua Fonseca, 240), Vila da Penha (Av. Braz de Pina, 1.744), e Jacarepaguá (Rua Apiacás, 320).
A Unigranrio montou postos de coleta em 12 unidades. Informações pelo 0800-2820007.
A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) também está solidária. Aceita doações das 13h às 19h, na Avenida Madre Benvenuta 2007, Itacorubi, Florianópolis. Todas as doações serão encaminhadas para a Cruz Vermelha, em Santa Catarina.
Doações em praças de pedágio – De acordo com informações da Concer, as praças de pedágio da BR-040 situadas em Duque de Caxias (km 104), Areal (km 45) e Simão Pereira (km 816), além da sede da empresa (km 110/JF, em Caxias) funcionarão a partir desta semana como postos de arrecadação de doações para os desabrigados. A Concer pede que sejam doados, preferencialmente, água mineral, produtos de higiene pessoal e de limpeza, roupas de cama, mesa e banho, além de colchonetes. Nas praças de pedágio, as doações podem ser entregues nos postos do Serviço de Informação ao Usuário da rodovia, que funcionam de segunda a segunda, 24 horas por dia.
Polícia Rodoviária Federal – A PRF montou quatro postos de arrecadação de alimentos e produtos de higiene pessoal. Dois pontos vão funcionar 24 horas e um deles, está instalado na BR-116, na altura do pedágio da Rio-Magé, e o outro na BR-101, no trecho de Casimiro de Abreu. Outros dois postos, na Rio-Petrópolis e na Rodovia Presidente Dutra, vão funcionar das 8h às 17 horas. A PRF informou que os alimentos arrecadados serão entregues para a Cruz Vermelha, que ficará encarregada de fazer a distribuição às vítimas.
Em Teresópolis – A prefeitura está recebendo doações de alimentos não perecíveis, água, roupas e cobertores para os desabrigados das chuvas. Os donativos podem ser entregues no Ginásio Pedrão, na Rua Tenente Luiz Meirelles 211, Centro. Informações podem ser obtidas pelo 199 da Defesa Civil. Uma conta exclusiva para receber doações também foi aberta para receber doações. Com o nome de “SOS Teresópolis – donativos”, a conta está disponível na Agência 0741-2 do Banco do Brasil, com o número 110.000-9. O CNPJ é 29.138.369/0001-47. Há também a conta 2011-1, agência 4146, da Caixa Econômica Federal. Segundo a prefeitura, são aceitas ajudas de qualquer valor.
Em Petrópolis – A prefietura divulga a conta S.O.S Petrópolis, número 76.000-5, no Banco do Brasil, agência: 0080-9. Foram montados três postos para doação de água, colchão e material de limpeza e higiene na região de Itaipava: na Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá; na Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas; e no centro de Petrópolis, na sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania, na Rua Aureliano Coutinho 81.
Em Friburgo – A prefeitura divulga o SOS Nova Friburgo para doações no Banco do Brasil pela agência 03352 e conta corrente: 120000-3.
Em Rio Bonito – A prefeitura está recolhendo donativos e recebendo doação de sangue para as vítimas. As doações podem ser feitas na Praça Fonseca Portela. O sangue pode ser doado no Hemonúcleo. Podemser doados água mineral, alimentos não perecíveis, roupas, cobertores, materiais de limpeza e higiene pessoal. O Hemonúcleo para a doação de sangue fica na Rua Martinho de Almeida, 222 – Mangueirinha – Rio Bonito – Anexo ao Ambulatório Manoel Loyola. Ele funciona de segunda a sexta-feira no período da manhã.
Senac – As unidades do Senac no Rio também recebem doações. Eles ficam em Niterói, na Rua Almirante Teffé, 680, no Centro; Copacabana, na Rua Pompeu Loureiro, 45; Marapendi, na Avenida das Américas, 3959, na Barra da Tijuca; Faculdade Senac Rio, na Rua Santa Luzia, 735, no Centro e em Botafogo, na Rua Bambina, 107. A coleta é das 9h às 19h, de segunda a sexta. Aos sábados, das 9h às 12h.
Viva Rio – O Programa de Voluntariado do Viva Rio está arrecadando roupas e mantimentos. As doações podem ser feitas na Rua do Russel, 76, Glória ou através de depósito bancário na conta do Viva Rio, no Banco do Brasil, agência 1769-8, conta-corrente 411396-9 e CNPJ: 00343941/0001-28. Para mais informações o Viva Rio disponibiliza os telefones (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.
Metrô – Também em parceria com o Viva Rio, o Metrô Rio está recolhendo doações para os desabrigados. A coleta será feita em 11 estações das linhas 1 e 2, Carioca, Central, Largo do Machado, Catete, Glória, Ipanema/General Osório, Pavuna, Saens Peña, Botafogo, Nova América/Del Castilho e Siqueira Campos. Poderão ser doados até o dia 11 de fevereiro água, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.
Fecomércio – As unidades do Sesc Rio e Senac Rio e a sede do Sistema Fecomércio-RJ estão coletando água mineral, alimento não perecível, roupas de cama e banho, material de limpeza e de higiene pessoal e colchões para as vítimas das enchentes na região serrana. Os pontos de coleta são:
Sede do Sistema Fecomércio-RJ (Flamengo) – Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, horários de coleta das 9h às 18h, de segunda a sexta
Unidades Sesc Rio: São Gonçalo, Niterói, Copacabana, Tijuca, Ramos, Madureira, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Teresópolis e Quitandinha (Petrópolis)
Unidades Senac Rio: Niterói, Copacabana, Marapendi (Barra), Faculdade Senac Rio (Centro), Botafogo, Petrópolis, Duque de Caxias, Politécnico (Riachuelo – Zona Norte)
Ministério Público – O Ministério Público do Rio de Janeiro também está recebendo doações. Elas podem ser feitas na portaria do edifício-sede do MPRJ, na Avenida Marechal Câmara 370, Centro, Rio de Janeiro, no período das 10 às 17 horas, de segunda a sexta-feira. Os itens de maior necessidade no momento são água mineral, alimentos não perecíveis e prontos para consumo, roupas e cobertores.
Secretaria de Assistência Social – Está com bases montadas em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo para coordenar as ações de atendimento aos desabrigados e recebimento de doações. A doações podem ser feitas nos seguintes locais:
Sede da FIA (Fundação da Infância e Adolescência)- Rua Voluntários da Pátria, 120, em Botafogo.
FIA Niterói – Rua General Castrioto, 589, Barreto.
Petrópolis (Fundação Leão XIII) – Rua General Osório, 12, 2º piso, Centro.
Teresópolis (Fundação Leão XIII) – Rua Josafá Cupelo, 390, Bairro de Fátima.
Nova Friburgo (Polo da FIA) – Avenida Julius Antônio Thuller, 480, Olaria.
Secretaria estadual de Saúde – As Farmácias Populares estão recebendo doações, exceto as de Friburgo e Petrópolis. O mesmo ocorre nos 106 quartéis do Corpo de Bombeiros, em todo o estado.
Shoppings recebem doações – Os shoppings administrados pelo Grupo Aliansce — shoppings Leblon, Via Parque, Grande Rio, Caxias, Bangu, Carioca, Passeio e Santa Cruz — estão recebendo doações para as vítimas das enchentes. A campanha pede agasalhos, colchonetes, alimentos não perecíveis, água mineral e material de higiene pessoal. (Saiba os shoppings onde você pode doar)
Nesta sexta-feira, começa a campanha “Fazendo a Diferença, nos seis shoppings administrados pela Ancar Ivanhoe: Botafogo Praia Shopping, Rio Design Barra, Rio Design Leblon, Shopping Nova América, São Gonçalo Shopping e Downtown, além da sede da empresa, na Barra. As doações poderão ser feitas no SAC/Espaço Cliente, das 10h às 22h, inclusive nos fins de semana (domingo, a partir das 13h).
O BarraShopping também está em campanha. Doações devem ser feitas no Conciérge do shopping, em frente à C&A do Nível Américas, na altura da entrada C, ou no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), durante o horário de funcionamento do shopping.
Petkovic abre conta para ajudar – O jogador Petkovic entrou na corrente para ajudar. O atleta abriu uma conta no Bradesco para arrecadar dinheiro para as vítimas da Região Serrana. Banco-Bradesco Ag. 213-5 C/p. 1008425-3.
DJ pede doação de roupas e donativos – O DJ Sany Pitbul pediu que as pessoas que forem na festa Carioca Funk Clube, no sábado, levem roupas, cobertores e agasalhos para doar para as vítimas das chuvas na Região Serrana. A festa começará às 22h e acontecerá no Clube Internacional (entre o MAM e o Aeroporto Santos Dumont).
Frozen Spa – A empresa de alimentos congelados disponibilizou sua cozinha industrial para produzir refeições que estão sendo levadas para os abrigos de Petrópolis. Dois postos de coleta foram criados: na Estrada União e Indústria 12.300, Itaipava, e Praça Visconde de Mauá 89, Centro, gabinete do vereador Thiago Damaceno.
Hortifruti – A rede tem postos em todas as lojas do Rio. Estão arrecadando roupas, roupas de cama, água mineral e alimentos não perecíveis poderão ser entregues no valcão de atendimento. Tudo será entregue diretamente nas regiões afetadas por meio do sistema logístico da Hortifruti.
Circo Voador – A casa está recebendo donativos em sua sede, nos Arcos da Lapa.
Tribunal de Contas do Estado – O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) começou a arrecadar, nesta quinta, entre seus servidores, doações a serem encaminhadas aos desabrigados. O objetivo é arrecadar alimentos não perecíveis, água mineral, material de higiene pessoal, colchonetes e cobertores, entre outros itens, conforme lista de prioridade sugerida pela Defesa Civil. Todo o material arrecadado será entregue na unidade do Corpo de Bombeiros da Praça da República, Centro do Rio.
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domingo, janeiro 16, 2011
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13 de janeiro de 2011
Dois pesos, duas chuvas
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Tragédia no Rio e em SP. Iguais e diferentes
Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada.
O Governo do Rio e as prefeituras da região serrana – especialmente de Teresópolis – são responsáveis pelas 271 mortes.
Deixaram que as áreas de risco continuassem ocupadas.
Não montaram um sistema de defesa civil para áreas próximas ao risco, mesmo depois da tragédia de Angra dos Reis.
Nesta semana, menosprezaram o alerta do serviço de meteorologia que previu “chuvas fortes” desde 16h23 de anteontem.
Com o aquecimento da terra, a incidência de “extremos” de precipitação e temperatura (calor ou frio intenso) será mais frequente – e devastadora.
Ao longo da mortífera Serra do Mar – lembrem-se da tragédia de Santa Catarina -, o Brasil tem 500 áreas de risco.
Clique aqui para ler entrevista com o Ministro Aloizio Mercadante: “Cerra não vai poder dizer mais que a culpa é de Deus”.
Quando o Tupã, o super-computador Craig que o INPE acabou de comprar, estiver a pleno vapor, será possível prever com mais precisão o local da chuva – e o que é mais importante: a intensidade da chuva.
Hoje, os prefeitos de Teresópolis, Petrópolis e Friburgo – cidades que em que os prefeitos deixam ocupar áreas de risco desde quando Pedro II subia a serra no verão – hoje, esses prefeitos poderão sempre dizer que a previsão foi imprecisa.
O que são “chuvas fortes” ?
Daqui a um ano, quando o Tupã localizar melhor onde a chuva vai cair – com intervalos de 5 km e não mais 40 ou 20 km, como hoje – será possível também medir, em milímetros, quanto de chuva vai cair.
Quando o mapa das 500 áreas de risco for integrado ao sistema do Tupã, aí, sim, será o caso de botar muito prefeito e governador na cadeia.
A defesa civil de cada cidade terá uma informação precisa sobre onde vai cair a chuva pesada, qual a área de rico mais vulnerável.
Não haverá desculpa esfarrapada, como agora.
Isso é um sonho ?
Não, isso vai acontecer no Brasil, sim.
Como nos Estados Unidos, onde o serviço de meteorologia anuncia os desastres com antecedência suficiente para a população se proteger.
Todo mundo sabia que o Katrina vinha – e com fúria.
Os ricos e brancos puderam fugir.
Morreram os negros de Nova Orleans, que não tinham como fugir ou para onde ir.
Em São Paulo, a incompetência e irresponsabilidade do governador e dos prefeitos é diferente.
E igual.
E merece cadeia, como no Rio.
O Governador, por exemplo.
Numa agressão ambiental inadmissível numa democracia, Cerra construiu avenidas marginais à cidade que são plataformas de concreto que não deixam a água passar e aumentam a quantidade de água nos rios.
Os rios de São Paulo – Tietê e Pinheiros – estão sujos desde os anos 60 do século passado.
Mas, o governador Cerra, segundo o governador Alckmin, interrompeu a limpeza dos rios.
E não fez piscinões em quantidade.
São necessários 90 piscinões na cidade de São Paulo.
Quantos Cerra construiu ?
Talvez porque piscinão não dê imagem dramática para o horário eleitoral.
Por conta dos piscinões, numa democracia, Cerra dividiria a cela – se o Brasil fosse uma democracia – com o prefeito/poste, Gilberto Kassab.
Vejam o que os dois fizeram às margens do Tietê, na fronteira com o município de Guarulhos.
Na tragédia do ano passado, o PiG (*), o programa Domingo Espetacular da Record e, aqui, este ansioso blog denunciaram a barbaridade que tinha sido cometida no bairro do Jardim Romano, de maioria nordestina.
Clique aqui para ler o que este blog ansioso falou sobre o Katrina do Cerra: o Jardim Romano e aqui também.
Uma obra irresponsável destruiu o sistema de drenagem da água do rio Tietê.
A água do rio e os esgotos formavam uma bacia que inundou o bairro por meses.
O que fez a dupla Cerra/Kassab ?
Construiu um piscinão no Jardim Romano e um muro, um dique.
Este ano, o jardim Romano está seco e salvo.
E o que aconteceu em volta ?
Uma catástrofe.
A água que não entra mais no Jardim Romano transbordou para a Vila Itaim e Fiorelli.
Os prefeitos de região serrana do Rio e o Governador Sérgio Cabral não dizem que a culpa é de Deus.
É deles.
Também nenhum deles é candidato a Presidente (eternamente).
A culpa é do governador Cerra, do prefeito Kassab, e da jenial presidência da Sabesp, que abriu as comportas em plena chuva e inundou a cidade de Franco da Rocha.
Cerra e Kassab dizem a mesma coisa há 16 anos – e não remediam os “erros de sempre”, como disse uma manchete da Folha (**) – da Folha !
Clique aqui, amigo navegante, para ver que até o PiG de São Paulo culpa o Cerra pela tragédia deste ano.
Não basta o INPE comprar um supercomputador da Craig, o segundo melhor do mundo para previsão do tempo.
(O primeiro é o americano, da IBM.)
Tem que mudar o pessoal embaixo.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Deixaram que as áreas de risco continuassem ocupadas.
Não montaram um sistema de defesa civil para áreas próximas ao risco, mesmo depois da tragédia de Angra dos Reis.
Nesta semana, menosprezaram o alerta do serviço de meteorologia que previu “chuvas fortes” desde 16h23 de anteontem.
Com o aquecimento da terra, a incidência de “extremos” de precipitação e temperatura (calor ou frio intenso) será mais frequente – e devastadora.
Ao longo da mortífera Serra do Mar – lembrem-se da tragédia de Santa Catarina -, o Brasil tem 500 áreas de risco.
Clique aqui para ler entrevista com o Ministro Aloizio Mercadante: “Cerra não vai poder dizer mais que a culpa é de Deus”.
Quando o Tupã, o super-computador Craig que o INPE acabou de comprar, estiver a pleno vapor, será possível prever com mais precisão o local da chuva – e o que é mais importante: a intensidade da chuva.
Hoje, os prefeitos de Teresópolis, Petrópolis e Friburgo – cidades que em que os prefeitos deixam ocupar áreas de risco desde quando Pedro II subia a serra no verão – hoje, esses prefeitos poderão sempre dizer que a previsão foi imprecisa.
O que são “chuvas fortes” ?
Daqui a um ano, quando o Tupã localizar melhor onde a chuva vai cair – com intervalos de 5 km e não mais 40 ou 20 km, como hoje – será possível também medir, em milímetros, quanto de chuva vai cair.
Quando o mapa das 500 áreas de risco for integrado ao sistema do Tupã, aí, sim, será o caso de botar muito prefeito e governador na cadeia.
A defesa civil de cada cidade terá uma informação precisa sobre onde vai cair a chuva pesada, qual a área de rico mais vulnerável.
Não haverá desculpa esfarrapada, como agora.
Isso é um sonho ?
Não, isso vai acontecer no Brasil, sim.
Como nos Estados Unidos, onde o serviço de meteorologia anuncia os desastres com antecedência suficiente para a população se proteger.
Todo mundo sabia que o Katrina vinha – e com fúria.
Os ricos e brancos puderam fugir.
Morreram os negros de Nova Orleans, que não tinham como fugir ou para onde ir.
Em São Paulo, a incompetência e irresponsabilidade do governador e dos prefeitos é diferente.
E igual.
E merece cadeia, como no Rio.
O Governador, por exemplo.
Numa agressão ambiental inadmissível numa democracia, Cerra construiu avenidas marginais à cidade que são plataformas de concreto que não deixam a água passar e aumentam a quantidade de água nos rios.
Os rios de São Paulo – Tietê e Pinheiros – estão sujos desde os anos 60 do século passado.
Mas, o governador Cerra, segundo o governador Alckmin, interrompeu a limpeza dos rios.
E não fez piscinões em quantidade.
São necessários 90 piscinões na cidade de São Paulo.
Quantos Cerra construiu ?
Talvez porque piscinão não dê imagem dramática para o horário eleitoral.
Por conta dos piscinões, numa democracia, Cerra dividiria a cela – se o Brasil fosse uma democracia – com o prefeito/poste, Gilberto Kassab.
Vejam o que os dois fizeram às margens do Tietê, na fronteira com o município de Guarulhos.
Na tragédia do ano passado, o PiG (*), o programa Domingo Espetacular da Record e, aqui, este ansioso blog denunciaram a barbaridade que tinha sido cometida no bairro do Jardim Romano, de maioria nordestina.
Clique aqui para ler o que este blog ansioso falou sobre o Katrina do Cerra: o Jardim Romano e aqui também.
Uma obra irresponsável destruiu o sistema de drenagem da água do rio Tietê.
A água do rio e os esgotos formavam uma bacia que inundou o bairro por meses.
O que fez a dupla Cerra/Kassab ?
Construiu um piscinão no Jardim Romano e um muro, um dique.
Este ano, o jardim Romano está seco e salvo.
E o que aconteceu em volta ?
Uma catástrofe.
A água que não entra mais no Jardim Romano transbordou para a Vila Itaim e Fiorelli.
Os prefeitos de região serrana do Rio e o Governador Sérgio Cabral não dizem que a culpa é de Deus.
É deles.
Também nenhum deles é candidato a Presidente (eternamente).
A culpa é do governador Cerra, do prefeito Kassab, e da jenial presidência da Sabesp, que abriu as comportas em plena chuva e inundou a cidade de Franco da Rocha.
Cerra e Kassab dizem a mesma coisa há 16 anos – e não remediam os “erros de sempre”, como disse uma manchete da Folha (**) – da Folha !
Clique aqui, amigo navegante, para ver que até o PiG de São Paulo culpa o Cerra pela tragédia deste ano.
Não basta o INPE comprar um supercomputador da Craig, o segundo melhor do mundo para previsão do tempo.
(O primeiro é o americano, da IBM.)
Tem que mudar o pessoal embaixo.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
# Escrito por
Miguel do Rosário
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quinta-feira, janeiro 13, 2011
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A culpa é de Lula!
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No dia 11 passado, escrevi um post – que repercutiu em toda a blogosfera -, com o título “Alaga São Paulo”: imprensa continua atuando de forma irresponsável!
Neste post demonstrei como as Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) se omitiam de cobrar dos governos tucanos e do DEM, no Estado de São Paulo, suas responsabilidades pelas tragédias que se seguem após cada chuva intensa, normal no verão.
Profeticamente, escrevi o seguinte parágrafo:
“Daqui a pouco, as Organizações Serra vão inventar um jeito de mostrar que tudo isso que ocorre anualmente em São Paulo é culpa do Lula e será culpa da Dilma.”
Não deu outra! O jornal O Globo – a rede Globo em geral – que passou estes últimos dois meses atribuindo às chuvas a culpa pelas seguintes enchentes, alagamentos, transbordamentos de rios em São Paulo, precisou de apens dois dias de tragédia no Rio para fazer o que?
Colocar a culpa de todas as tragédias no Governo Lula!!!
O Globo surtou de vez, ou será que os Marinho acham que um leitor medianamente esclarecido vai aceitar que as obras de contenção e de prevenção de encostas e a repressão à ocupação irregular das mesmas é culpa do governo federal?
Será que O Globo pensa que o seu leitor é burro o suficiente para não saber que o governo federal não tem atribuição para fazer nada disso, que são atribuições das Prefeituras e dos Governos Estaduais???
O Globo não sabe que o governo federal tem recursos financeiros para estados e municípios mas que só pode liberá-los mediante existência de projetos, o que raramente ocorre?
Quem tem atribuição para fazer mapeamento de risco? A Prefeitura ou o Governo do Estado.
Quem tem atribuição para reprimir as ocupações ilegais ou de risco nas encostas (incluindo a ocupação dos riscos nos morros da Zona Sul do Rio)? A Prefeitura e o Governo do Estado.
Quem tem atribuição para construir obras de contenção de encostas? A Prefeitura ou o Governo do Estado.
Quem tem atribuição para construir obras de amortecimento das enxurradas? A Prefeitura ou o Governo do Estado.
O governo federal, somente se solicitado e mediante projeto adequado, somente pode liberar algum recurso financeiro mas o grosso desses recursos têm que vir dos cofres das Prefeituras e dos Governos dos Estados.
***
Tenham certeza de que a rede Globo vai bater bumbo o dia inteiro na responsabilidade do Lula por tudo o que está acontecendo no Rio. Tudo o que ela tinha que ter feito em São Paulo e não fez.
Essa conjugação de omissão em relação a São Paulo e de exacerbação da luta política contra os governos Lula e Dilma dá toda a razão ao Paulo Henrique Amorim que os classifica como imprensa golpista.
Esse é o único objetivo do Globo: derrubar a Dilma, já que não conseguiu derrubar o Lula.
Nesse intento, esperem atuações patéticas do Jabor, da Míriam, do Merval, do Bonner, do Waack, do Piotto e de outros militantes do movimento “Derruba a Dilma“.
Para concluir, é importante ressaltar a minha posição. Eu não critico apenas o Serra e o Kassab. Ao contrário, eu sempre digo que o papel da chuva é chover, o papel dos governantes é eliminar ou minimizar os efeitos das chuvas intensas e das prolongadas, mas tão importante quanto, o papel de uma imprensa sadia – e não golpista – é informar corretamente e cobrar dos governantes – especialmente dos prefeitos e governadores – ações preventivas, com investimentos volumosos, mas também com ações de emergência, quando a tragédia ocorre.
# Escrito por
Miguel do Rosário
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quinta-feira, janeiro 13, 2011
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