que seria do espantalho
ou do amor
não fossem as cenouras
enfiadas
no seu cú?
que seria da solidão
das brigas
no bar
os divórcios irrefletidos
não fossem as cervejas
misturadas
com cachaça?
ele tinha quarenta
prêmios guardados
dentro da cueca
um olho de vidro
outro de cobra
um belo casamento
uma bela amante
um helicóptero
um fígado
eu mastigava miojo
com salsicha quando
soou a campainha
- bom dia, Diogo Viscaya?
- sim?
- Eu sou o homem do poema, o monstro ético, a parafernália estética, o palhaço bêbado e histérico dos bares.
talvez eu
sim, talvez eu seja o pesadelo
de uma criança extra-terrestre
o que explicaria muita coisa
ou nem tanto
os cães
nunca sorriem
impunemente
Ouça o poeta recitando esse poema.
23 de setembro de 2007
inveja anônima
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